Perdendo o medo do editor de textos Vi

Cedo ou tarde, todo administrador de sistema precisa escrever um texto, editar um arquivo de configuração, escrever um script, etc.

Existem vários editores de textos no modo gráfico, como por exemplo o kate, o gedit, etc.

Mas, imaginando que estamos em um servidor onde nem interface gráfica está instalada, temos que lançar mão de um editor em modo texto… existem vários editores que podem ser usados em linha de comando tais como o Vi, o nano, o pico, emacs e por ai vai.

Vou comentar nesse post algumas operações básicas do Vi (Visual editor) – criar um arquivo, editar, salvar… e a parte legal de aprender mexer no Vi, é que não ficamos presos a um editor que só funciona se existir interface gráfica configurada, e, independente da distribuição que estivermos usando, lá teremos o bom e velho Vi.

As distribuições atuais já trazem instalado por padrão o Vim, que é Vi IMproved, ou seja, uma versão melhorada do Vi original do Unix. Aqui, estou usando o Vim, mas, basicamente, o que falar no post, se aplica ao Vi também.

A primeira coisa que vamos aprender sobre o Vi, é que ele possui 3 modos de trabalho:

Comandos: Uma sessão de edição sempre começa nesse modo de operação. Quando estamos no modo comandos, podemos caminhar pela tela de edição e utilizar os comandos para manipular o texto.

Inserção: Somente nesse modo podemos alterar um texto na tela..

Linha de comando: Alguns comandos de edição devem ser digitados na última linha da tela. Para indicar ao Vi que vamos trabalhar em linha de comando, utilizamos o caracter “:” (dois pontos) sem as aspas.

Para aprender sobre o Vi, nada melhor do prática… então, vamos criar um arquivo com o Vi! No terminal, digite:

# vi
~
~

Quando digitamos Vi, sem nenhum argumento, surge aquela tela assustadora sem ícones, ou botão de fechar😛 . Mas não precisamos ter medo dessa tela… pois o Vi abre no modo de Comandos, e, está apenas esperando que você dê uma ordem para que ele possa executar!

Fazendo uma comparação, seria como se abrisse o bloco de notas para criar um novo arquivo.

Então, vamos dar uma ordem para o Vi… vamos escrever na tela que surgiu! Para isso, vamos teclar “i“. Quando teclamos i, o Vi entra no modo de inserção, e, irá mostrar no canto inferior esquerdo da tela, a palavra — INSERT —  .

Esse INSERT é uma melhoria que Vim traz;  o Vi original não é tão didático… você tecla “i”, mas ele não te mostra se entrou em modo de inserção.

Continuando… quando estamos no modo de inserção, podemos começar a digitar:

Estou pronto para usar o Vi.

Após digitar a linha acima, vamos teclar ESC para salvar o arquivo.

Uma coisa importante para se falar é que, enquanto estiver com o modo de inserção ativado, podemos continuar digitando… e quando terminar, basta voltar ao modo de comandos… para isso, basta teclar ESC.

Quando teclamos ESC, não vamos conseguir digitar mais nada… e fica aqui uma dica! Se você não lembrar em que modo do Vi esta (edição, comando, linha de comando), basta teclar ESC, que ele volta ao padrão, que é o modo de comandos.

Para salvar o que digitamos no Vi, basta teclar ESC e ir para o modo de linha de comando, que também é conhecido como modo de comando de última linha, e é representado por : (dois pontos).

Então, no modo de linha de comando, vamos fazer assim:

:w texto.txt

Com o comando acima, estamos salvando o arquivo (w=write) com o nome de texto.txt, mas ainda continuamos nele, o que significa que podemos voltar a escrever ou sair dele!

Para sair do Vi, basta entrar novamente no modo de linha de comando e fazer:

:q

Onde o q acima, é quit, ou seja, saída!

É importante entender que, o arquivo que criamos acima como exemplo, será salvo no diretório em que estamos no momento. Portanto, caso crie um arquivo novo, e queira salvar em outro local, teria que especificar para o Vi onde o arquivo seria salvo.

Por exemplo:

: wq /tmp/texto.txt

Nesse exemplo, estou mostrando que o Vi aceita combinações no modo de linha de comando, e acima, estou pedindo para o vi salvar(w) e sair (q). E o arquivo, será salvo dentro do /tmp com o nome de texto.txt.

O exemplo que vimos, foi para criar um arquivo novo e designar um nome para ele depois! Mas poderíamos ter feito assim:

# vi post.txt

Onde, se o arquivo post.txt não existir, será criado na hora, e, se o arquivo já existir, poderemos editá-lo!

É importante falar que o Vi tem mil maneiras de fazer a mesma coisa, e vários comandos que ajudam a trabalhar com ele… daí, você escolhe a maneira que mais se adapta. E não precisa ficar desesperado porque descobriu que odeia o Vi e prefere outro editor de textos, porque no máximo o que vai acontecer é você aprender uma maneira nova de trabalhar com arquivos em modo texto😉 !

Até o próximo post!

3 Responses to “Perdendo o medo do editor de textos Vi”


  1. 1 Manoel Aleksandre 05/11/2008 às 4:50 AM

    Bem direto o seu texto!
    Estou exatamente trabalhando esse medo do VI.
    Ateh!

  2. 2 Nix 23/11/2008 às 9:30 AM

    Que bom que gostou! Espero que tenha aproveitado também outras dicas do Vi!

    Abraços,

    Nix

  3. 3 Johnc991 19/06/2014 às 2:16 PM

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