Cultura GNU/Linux

Neste post, eu quero falar um pouco sobre um Sistema Operacional chamado GNU/Linux.

Quando falamos que o GNU/Linux é um Sistema Operacional, todo mundo já quer logo saber o que é.

E muitas vezes, prá facilitar o entendimento do povo, (ai ai ai… até eu já falei isso…) acabamos respondendo: “…é a mesma coisa que o Windows!”.

Mas ser somente “a mesma coisa que o Windows”, não explica o que é um Sistema Operacional; portanto, vamos descobrir o que é um Sistema Operacional…

Segundo o site Net Art, Sistema Operacional ou simplesmente SO, é um programa normalmente fornecido pelo fabricante para o controle e coordenação de todas as operações de um computador.

Isso quer dizer que o SO controla a quantidade de memória disponível, espaço em disco, usuários, processos, periféricos (monitor, teclado, mouse), além dos aplicativos que os usuários solicitam (navegador de Internet, editor de textos, etc).

Agora que já temos uma idéia do que é um SO, que tal saber por que o esse tal de GNU/Linux é tão comentado?😉

Código Aberto x Código Fechado

Basicamente, o GNU/Linux promove tantas discussões com um fervor que chega às raias da Guerra Santa Virtual, por conta de Código Aberto x Código Fechado.

Todo programa de computador é criado através de códigos de programação. Porém, para que o programa possa ser usado pelo computador, o mesmo precisa ser ‘traduzido’ para uma linguagem que o computador entenda. Essa “tradução”, é conhecida como compilação.

A maioria dos programas são distribuídos já compilados, ou seja, o código antes legível pelo ser humano, torna-se incompreensível.

Um programa de código aberto, no entanto, é distribuído não só em linguagem de máquina, mas também na sua linguagem natural de programação, de forma que um desenvolvedor possa interpretar e aprender com ele ou interpretar e melhorar o código adicionando funcionalidades ou corrigindo erros.

Muitos desses programas são desenvolvidos por grandes comunidades online, de forma que a detecção e correção de falhas acontece muito rapidamente.

Com o Código Fechado, acontece o contrário. Os programas são distribuídos já compilados, e o desenvolvedor não tem acesso ao código na linguagem natural de programação. Assim caso o programa tenha alguma falha, depende do fabricante para corrigí-la e depois distribuir a correção.

E prá entender a importância da liberdade de acesso ao código, nada melhor do que saber que tudo começou justamente por conta de uma falha!

Richard Stalman trabalhava no MIT e desenvolveu um software para uma impressora. Quando faltasse papel na impressora, ou quando o papel enroscasse, o computador avisava o Richard, pois ele sentava longe da impressora.

Acontece que a Xerox era a empresa que fornecia a impressora e um software para administrar a mesma. Só que este software não fazia o que o Richard tinha desenvolvido. O MIT trocou todas as impressoras e com isso o programa do Richard não funcionava mais, pois a impressora já não era a mesma.

Então Richard pediu à Xerox para enviar o código fonte do Driver da Impressora, para que ele pudesse mudar o programa que ele criou e então este funcionar como já funcionava.

E como resposta ouviu um sonoro “Não”. =/

Foi neste momento que Richard percebeu que as empresas poderiam em um futuro próximo dominar todas as tecnologias e os humanos virarem escravos destas tecnologias.

Para evitar que as empresas detivessem os códigos, sem permitir que outros vissem os mesmos, Richard Stallman criou uma licença chamada GPL – General Public License.

Essa licença diz mais ou menos o seguinte: Qualquer software que for distribuído na Internet e tiver sob a licença GPL, deve ser livre e ter as 04 liberdades:

0. A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito;
1. A liberdade de estudar como o programa funciona e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade nº 0). O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.
2. A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade nº 1).
3. A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade beneficie deles (liberdade nº 2). O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.

Nesse tempo, Richard começou um projeto de criação de um SO chamado GNU, um acrônimo para “Gnu is Not Unix”.

Infelizmente o projeto do Richard nunca terminava, pois o principal, que era o Kernel, o coração do SO não estava pronto.

Mas… no início dos anos 90, um jovem chamado Linus Torvalds começou a criar um sistema operacional de código aberto a partir do Minix, uma versão simples do Unix, que era utilizada pelo meio acadêmico.

O Minix era caro e possuía muitas limitações técnicas; sendo assim, Linus desenvolveu uma plataforma que, além de mais poderosa e flexível para vencer as limitações do Minix, também pudesse ser alterada livremente por qualquer pessoa interessada em melhorar ou adaptar o sistema operacional.

E ai, aconteceu “O chamado”🙂

Para ser o sistema operacional preferido pelos servidores, a construção do GNU/Linux não foi o trabalho de apenas uma pessoa.

Linus queria saber se o sistema operacional que construiu, estava pronto para ser usado por outras pessoas ou não, além de querer saber o que as pessoas gostavam ou não no Minix, e pediu que enviassem dicas e sugestões de correções.

Sua mensagem:

“Você sente falta dos dias do Minix/1.1 quando homens eram homens e escreviam seus próprios drivers? Você está sem nenhum projeto legal e está ansioso para mexer num sistema operacional que você possa modificar para atender às suas necessidades?

Você está achando chato quando tudo funciona no minix? Não ficar mais a noite inteira tentando arrumar um programa legal?
Então, esta mensagem pode ser para você…”

Assim começou a construção de um sistema operacional criado de modo colaborativo, pois em agosto de 1991, Linus usou a Internet para distribuir o sistema que ele chamou de Linux; uma brincadeira que une o seu nome com Unix – Linus + Unix = Linux.

Ao distribuir o Linux acompanhado do de seu código fonte, Linus conquistou um grande número de colaboradores no mundo todo; assim o Linux recebeu e ainda recebe colaboração de uma extensa lista de interessados no desenvolvimento de uma plataforma aberta e cujo o código-fonte está a disposição de todos.

Nessa rede, incluem-se programadores independentes, institutos de pesquisa, universidades e muitas entidades privadas.

Concluindo essa pequena reflexão sobre o GNU/Linux, acabamos descobrindo que a criação de todo software depende de uma motivação especial ou deficiência de alguma ferramenta. Ao analisar programas que são baseados em Software Livre, percebemos que os mesmos foram criados por aqueles que não concordavam com um modelo de licenças totalmente fechado e que só beneficiava as grandes companhias.

Isso quer dizer que, ao utilizar uma licença proprietária, geralmente se acaba pagando uma quantia significativa para ter o “direito” de utilizar um determinado software.

Assim, aos poucos, projetos chamados “alternativos” começavam a surgir e nasceu o movimento do Software Livre, onde os programadores ganharam mais liberdade para criar e melhorar aquilo que já existia. O modelo de negócio proprietário começou a perder forças e, atualmente o software livre está presente cada vez mais nos computadores do mundo todo.

O GNU/Linux é um software livre que foi criado a partir das deficiências dos sistemas operacionais existentes na época; e mesmo agora que ganhou a atenção de grandes empresas está em constante melhoria.

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