Entendendo as permissões no Linux

No post anterior, falamos sobre a criação de usuários. Agora, vamos falar sobre as permissões de acesso nos diretórios que foram criados.

A primeira coisa que temos que entender quando falamos em controlar os acessos, são as permissões.

Permissão, antes de tudo, é o que o usuário pode ou não fazer quando está logado no sistema.

Quando executamos o comando:

# ls -ld /mnt/private/
drwxr-xr-x 2 root private 1024 2009-01-02 00:27 /mnt/private/

Na saída do comando acima, temos várias informações sobre o diretório /mnt/private… mas o que vamos analisar nessa saída, são as permissões do diretório, representadas pela sopa de letrinhas rwxr-xr-x.

Ahn, para conhecer os campos da saída do comando ls de forma detalhada, pode dar uma lida no post em que falei sobre o comando ls.

Bem, vamos lá… essa sopa de letrinhas que comentei acima, é a responsável por definir o que é chamado de permissão no Linux. Isso quer dizer que, esse conjunto de letras, irá permitir que usuários possam gravar, ler, ou entrar em um diretório!

No Linux, qualquer arquivo ou diretório precisa ter um dono, um grupo e permissões; ou seja, vamos ter 3 permissões e 3 pessoas que vão usar essas permissões.

Permissoes e usuariosNa tabela acima temos as permissões que podemos designar para os usuários (rwx) e as pessoas que vão usar as permissões (ugo).

Isso quer dizer que sempre temos que falar se o usuário (u), poderá ler, escrever ou executar um arquivo ou diretório. Ou ainda, se o grupo (g) desse diretório vai poder ler, escrever, ou executar o arquivo ou diretório. E por último, se os outros (o), vão poder ler, escrever ou executar esse arquivo ou diretório.

Lembrando aqui que outros (other), são os usuários cadastrados no sistema que não fazem parte do grupo e nem são os donos arquivo ou diretório! É o resto😛 .

Para mudar as permissões, usamos o comando chmod (change mode). Vamos aprender a usar esse comando. Eu comentei que damos permissão para 3 pessoas: user, group, other e que temos 3 tipos de permissões: read, write, executable.

Sabendo disso, precisamos apenas configurar as permissões que queremos para as pessoas. Ah,e detalhe… cada bloquinho de rwx, representa permissão para alguém! Exemplo:

# cd /tmp/

# touch arquivo.txt

# ls -l arquivo.txt
-rw-r–r– 1 root root 0 2009-01-28 05:54 arquivo.txt

Acima, apenas criamos um arquivo no diretório /tmp.Vamos analisar as permissões: rw-r–r– .
Como falei, cada bloquinho de rwx indica a permissão para alguém… Então, se separarmos as permissões do arquivo que acabamos de criar temos:

Permissoes

Nas permissões acima, o dono (owner) terá permissão de leitura (r) e gravação (w). O grupo (g) e os outros (o) terão permissão somente de leitura (r).
Agora, vamos mudar as permissões do arquivo.txt:

# chmod u=rwx,g=rw,o=r arquivo.txt

# ls -l arquivo.txt
-rwxrw-r– 1 root root 0 2009-01-28 05:54 arquivo.txt

Acima, apenas dissemos que o dono (u) tem permissão total, leitura(r), gravação(w) e execução (x); o grupo tem permissão de leitura (r) e gravação (g) e o resto do povo, isto é, os outros (o) tem apenas permissão de leitura (r).

E onde tem os tracinhos ‘‘, quer dizer que não tem permissão nenhuma!

Essa forma de dar permissões (usando letras) é chamada de literal; e usa operadores aritméticos… No exemplo, usei o ‘=’; mas além dele temos:

= Aplique exatamente assim

+ Adicionar mais essa

Tirar essa

Agora, pensando no diretório private, que falei logo no início do post. O pessoal que faz parte do grupo private, deve ter permissão para entrar, ler e escrever nesse diretório! Mas o usuário smith e qualquer outra pessoa que não faz parte do grupo, nem pode ver o que tem lá dentro!

Por padrão, a permissão para qualquer diretório criado é rwxr-xr-x. Então, os usuários que fazem parte do grupo private, só podem entrar e ler o conteúdo do diretório. Vamos fazer um teste tentando criar um arquivo dentro do diretório private com algum usuário (trinity ou neo):

$ whoami
trinity

trinity@nixi:~$ cd /mnt/private/

$ touch trinity.txt
touch: cannot touch `trinity.txt’: Permissão negada

Bem, a trinity, apesar de fazer parte do grupo private, não conseguiu criar um arquivo dentro do diretório! Isso acontece por conta das permissões! Vejam:

# ls -ld /mnt/private/
drwxr-xr-x 2 root private 1024 2009-01-02 00:27 /mnt/private/

No bloquinho de permissões do grupo, diz que o grupo pode ler e executar. No caso, executar seria entrar no diretório… e para escrever… nada!

Por isso que a trinity não conseguiu criar o arquivo dela! Vamos mudar isso… afinal de contas ela faz parte da diretoria, né?

Então, como root, vamos aplicar permissão de escrita para o grupo no diretório private:

# chmod u=rwx,g=rwx,o= /mnt/private

No comando acima, usando a forma literal, estamos aplicando permissão total para o dono (u), o grupo (g), e, como é o diretório que só o pessoal da diretoria vai acessar, não colocamos nada de permissão para outros (o=).

Vejam como ficou:

# ls -ld /mnt/private/
drwxrwx— 2 root private 1024 2009-01-02 00:27 /mnt/private/

Bom, aproveitando, vejam agora também a outra forma que também é utilizada para dar permissões; é o modo octal (usando números)!

Vejam a tabela:

1 – execução (x)

2 – gravação(w)

4 – leitura (r)

É a mesma lógica… só que agora, usando números!!! Sendo assim, as permissões que definimos acima, usando números, ficaria assim:

# chmod 770 /mnt/private/

# ls -ld /mnt/private/
drwxrwx— 2 root private 1024 2009-01-02 00:27 /mnt/private/

E o valor das permissões para cada pessoa, vem da soma: 4+2+1 = 7.

É importante falar que os dois modos de definir permissão (literal e octal), são bons! Mas a melhor parte da notícia, é que é você quem escolhe qual dos dois melhor se adapta.

Bem, para não se estender mais aqui, no próximo post, vou continuar falando sobre permissões! Até lá!🙂

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