O casamento da Pethi

Um pensamento de Paulo Coelho para abrir o post:

“Quando você deseja alguma coisa, todo o Universo conspira a fim de que você consiga realizá-la”.

Dia 15/08/2009 foi o casamento da minha amiga Pethi… Aconteceram tantas coisas que eu resolvi blogar sobre o assunto – de forma resumida, é claro – porque me disseram que os eventos estavam mais para história de noiva do que de madrinha.

Há cerca de 4 meses atrás, fui convidada para ser madrinha da Pethi, e adorei o convite! Ela é uma grande amiga, já passamos por muita coisa juntas, achei super bacana ser convidada e aceitei. Para não acontecer nada de errado, resolvi deixar tudo arrumado com antecedência para não acontecer nenhum imprevisto no grande dia.

Comprei o presente dos noivos, escolhi um vestido legal, pedi ao meu chefe, com dois meses de antecedência uma licença para faltar na sexta, pois a cerimônia não seria em São Paulo; agendei cabeleireiro, manicure, enfim, toda aquela parafernália necessária para estar elegante no casório.

O dia tão esperado chegou; na sexta fui na manicure, peguei o vestido, sandálias e o kit de maquiagem, além de fazer uma hidratação básica na juba prá o cabeleireiro não sofrer no sábado para fazer o penteado.

Eu havia combinado com um amigo que também foi convidado para a cerimônia que iríamos alugar um carro para ir, assim não gastaríamos com ônibus, aquela coisarada de horário e talz. Tudo perfeito e no lugar.

No dia do casamento, uma Nix toda feliz sai de casa para o cabeleireiro, que estava marcado às 9. O motivo da minha felicidade é que o salão é na rua onde moro, leva menos de 5 minutos para chegar até lá, e da janela de casa dá até prá saber se o cabeleireiro está aberto ou não. Mal sabia eu, que o dia ia se tornar uma aventura, como só aquelas que acontecem comigo.

Cheguei no salão, às 9 em ponto e a recepcionista me olha com uma cara estranha e fala:

– Você é a Ivani? Vixi… acho que você vai querer me matar.

E eu:

– Sim, sou a Ivani… o que aconteceu?

Recepcionista:

– Então… a cabeleireira não vem. Ela tem um nenê pequeno, que não está bem e foi levar ele no hospital. Puxa, você deve estar querendo me matar né? Era penteado para casamento…

Eu:

– Querida, eu até queria fazer isso, mas estou meio sem tempo. Preciso achar um salão urgente…

Um parenteses aqui. Não é o fato da cabeleireira ter que levar o filho no hospital, que me deixou brava porque isso eu até entendo… O que eu não entendi é o fato de não me ligar prá avisar… Se eu soubesse que não tinha cabeleireiro, teria ido atrás de outro.
Mas, a vida continua, saí do salão, e liguei para minha irmã e contei a novidade. Subindo a rua, acabei achando um salão e super desesperada praticamente implorei à cabeleireira para me atender mesmo sem horário marcado. Como meu cabelo está curto, ela acabou escalando outra cabeleireira para escovar e tentar fazer o penteado que eu queria.

Gente, a tiazinha do salão foi uma heroína. Conseguiu escovar e montar o penteado em 50 minutos. E haja grampo prá segurar o coque, e pomada no cabelo prá não ficar nenhum fiozinho e enfeite de cabelo fora do lugar.

Enquanto eu estava na luta escova/prancha/grampo/pomada/enfeite, minha irmã me manda uma mensagem com o seguinte conteúdo: “Fia, 10 horas e o homi nada… estou preocupada”. Resolvi ignorar a mensagem, mas fiquei pensando no que mais poderia dar errado.

Quando acabei de arrumar o cabelo, voltei pra casa e resolvi ler meus emails prá ver se meu amigo tinha dado sinal de vida. Justo sábado, que eu resolvi que não ia ler emails, descubro que sim, meu amigo havia dado sinal de vida, as 7:29 da manhã de sábado, avisando que estava doente e não ia mais ao casamento. Ou seja, minha carona tinha ido para o espaço!

Eu queria ficar chateada, mas não dava tempo. O casamento da Pethi ia acontecer às 12:30 em Cubatão, e eram 10:15 e eu ainda estava em São Paulo…

Chamei minha irmã, que também ia ao casório e disse: “Arruma as coisas, vamos para a rodoviária; tem um ônibus as 11!!”.

Juntei vestido, maquiagem, sandália e tudo mais dentro de sacolas e mochilas e saí correndo para o metrô. Chegamos na estação Jabaquara exatamente às 10:55. Fui para a fila comprar as passagens, e ainda um ser infeliz que não se decidia se queria ir para Itanhaem ou para o inferno ficou enrolando na fila e eu nervosa, quase falando para o cidadão se decidir que eu já sabia para onde ir.

Mas aí, ele se decidiu e consegui comprar passagens para o ônibus das 11 com tempo. Quando embarquei, suspirei aliviada, achando que a viagem iria durar os 45 minutos que eu tinha visto no site. Isto é, a programação era pegar o ônibus, 45 minutos de viagem, e depois um taxi que iria levar não sei quanto tempo até o local da cerimônia.

Só que, para ajudar, aconteceram 2 acidentes na estrada, e a viagem de 45 minutos virou uma viagem de 1h30.

Chegando em Cubatão, eu e Vana fomos ver um táxi para levar a gente no casório. O tiozinho disse que era perto, dava uns 15 minutos de carro, e eu tive que confiar nele, porque não conheço nada de Cubatão.

Só o detalhe… eu não estava arrumada. Fechamos um valor com o taxista, e disse que ia no banheiro da rodoviária me arrumar… e o taxista caiu na risada – acho que ele pensou que eu ia demorar uma vida pra ficar pronta…

Mas aí, só dava eu e Vana correndo de volta para o banheiro da rodoviária, que um dos melhores ou mais limpos, mas tem um espelho de corpo inteiro, que foi muuuuuuuuito útil!

Foi muito engraçado… a tiazinha da limpeza entrou no banheiro e deu de cara comigo tirando vestido, sandália da sacola para começar me arrumar. A tia nem falou nada, foi embora… acho que ela deve estar acostumada com o povo que se troca no banheiro😀 .

Eu só sei que eu e Vana conseguimos nos aprontar em 15 minutos e fomos falar com o taxista de novo. Ele com certeza vai ter história prá contar, de duas malucas que iam prá um casamento, ajeitando sandália dentro do carro, passando um perfuminho e retocando o batom.

O taxista foi super bacana, arrumou um atalho e, 15 minutos depois, eu e Vana, desembarcamos no local da cerimônia, com tempo ainda de eu ser a madrinha da Pethi…🙂.

Ahn, a volta foi engraçada também. Ganhamos uma carona dos tios da Pethi, pessoas suuuuuuper bacanas que nos deixaram em Diadema para pegar um trólebus até o Jabaquara e de lá, pegar o metro para chegar em casa.

Detalhe: eu e Vana no salto alto, roupa de festa, mochila e sacola.. entramos em um busão lotaaaaaado! E todo mundo olhando prá gente… muito engraçado. Daí, entramos no metrô, já encaramos uma sandalinha rasteira porque salto alto e andança a pé ninguém merece!😀

Com certeza foi uma aventura e tanto… mas foi uma cerimônia linda… e eu desejo à minha amiga e afilhada toda felicidade do mundo! É incrível mesmo… quando tudo parece que vai dar errado… acontecem coisas tão incríveis que fazem tudo dar certo.

Pethi's wedding

1 Response to “O casamento da Pethi”


  1. 1 Eduardo 19/08/2009 às 7:30 PM

    Hahaha Ivani, só vc mesmo!!
    Que dia ein… Mas pelo visto valeu a pena!
    t+! bjs


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