Serviços de rede e daemons

Serviços de rede

A Internet oferece uma grande quantidade de recursos que vão do email ao compartilhamento de arquivos em rede; esses recursos são disponibilizados a partir de um serviço de rede, composto basicamente por 3 elementos:

Servidor – Máquina que disponibiliza seus recursos locais e/ou outros serviços.

Cliente – Máquina que solicita o serviço através da rede.

Protocolo – Regras de comunicação que envolve o conjunto de mensagens e os formatos de dados que permitem duas ou mais máquinas se comunicar.

Existem muitos serviços de rede, para diversas finalidades. Alguns exemplos são:

Recuperação de conteúdo

HTTPHyperText Transfer Protocol – Visualização e busca de páginas Web, para busca de páginas Web
FTPFile Transfer Protocol – Transferência de arquivos

Acesso remoto

Telnet – acesso à terminais remotos em modo texto
SSHSecure Shell – acesso à terminais remotos em modo texto

Configuração

DHCPDynamic Host Configuration Protocol – Distribui configurações de rede
DNSDomain Name System – Resolução de nomes e IP’s

Monitoração

SNMPSimple Network Management Protocol – Utilizado para monitorar hosts e dispositivos de rede como roteadores, switches

Compartilhamento de recursos

NFSNetwork File System – Utilizado para compartilhar arquivos em redes UNIX
SMBServer Message Block – Utilizado para compartilhar arquivos/impressoras em ambientes Windows

Comunicação entre usuários

SMTPSimple Mail Transfer Protocol – Envio e transferência de e-mails entre servidores
POP3Post Office Protocol v3 – Acesso a caixas de e-mail

Cada um dos serviços listados acima, trabalha em uma porta padrão, definidas pelo IANA –  Internet Assigned Numbers Authority, que padroniza números de portas para as aplicações. Abaixo a lista de portas para os serviços mencionados nos exemplos:

O que coloquei acima, é uma pequena amostra da lista de portas padrão que o IANA definiu. O número de portas vai de 1 a 65535 e dentro desse range, foi estabelecido que portas de 1 a 1024 são as portas reservadas (well-known ports). A lista completa e atualizada de portas pode ser consultada no site do IANA ou, se você utiliza sistemas Unix, basta acessar o arquivo /etc/services. O Windows também traz essa lista, que fica em Systemroot\System32\Drivers\Etc\services.

Daemon

Em serviços de rede, vamos ver muito a palavra daemon, que é um processo que roda em background e realiza uma função específica ou uma tarefa relacionada ao sistema. Os daemons podem ser inicializados após o boot e continuar a serem executados enquanto a máquina estiver ligada ou podem ser iniciados e executados quando necessários. Geralmente daemons trazem no final do seu nome a letra ‘d’. Por exemplo, sshd é daemon que gerencia o serviço de acesso remoto SSH (Secure SHell).

Os daemons podem rodar via inetd ou standalone. Quando rodam via inetd, dependem do daemon inetd – INternET Daemon. O inetd é chamado de “super daemon” por gerenciar conexões para diversos daemons. Quando uma conexão é recebida pelo inetd, ele determina para qual daemon a conexão é destinada e executa o daemon correspondente. Exemplos de daemons inetd são telnet, ftp, entre outros.

Existe também a versão xinetd, que é o inetd melhorado e com recursos como controle de acesso, registro de logs, etc. Por padrão, sistemas Debian e suas variantes trazem o inetd como padrão enquanto Red Hat e suas variantes utilizam o xinetd como padrão.

Outro exemplo de daemon que gerencia conexões é o portmap, responsável por serviços que não possuem uma porta específica para operar. O portmap faz uma associação de números de serviço RPC a portas TCP/IP que seus servidores estão executando. O RPC Remote Procedure Call – é um protocolo que permite a um host utilizar uma função localizada em um outro host remoto; ele permite a troca de mensagens, na qual a origem (cliente) envia parâmetros a um servidor e fica esperando um retorno, que fornecerá o resultado da função remota. O arquivo /etc/rpc armazena a lista de números de ID para serviços RPC.

O NFS é um exemplo de serviço que utiliza o daemon portmap. Quando um cliente faz uma requisição de NFS para o servidor, ele envia uma chamada RPC para o servidor, que irá carregar a rotina apropriada para enviar a resposta ao cliente.

Quando um daemon roda standalone, significa que não precisa de outro programa para iniciar, permitindo que o administrador tenha um maior controle sobre o serviço individualmente. sshd e httpd são exemplos de daemons que rodam standalone.

Referências:
Introdução aos serviços de Rede – Prof. Carlos Maziero

Manual Completo do Linux – Guia do Administrador
Evi Nemeth et al – Editora: Pearson Books

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